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Porque se fala tanto em RMP?

Recentemente participei de um workshop como palestrante, tratando de um tema que está cada vez mais presente em nossa vida profissional: Risk Management.

E eis que surge a pergunta: Por que tanto se fala em RMP ou Risk Management Programs? A resposta é bastante complexa, porém em linhas gerais isso ocorre porque o RMP é um programa estruturado de revisão de políticas e procedimentos, sendo vital em um ambiente corporativo tão competitivo quanto o que vivemos atualmente.

Para quem quer entender um pouco mais desse assunto é importante esclarecer que, em uma visão macro, esse processo pode ser dividido em 04 etapas: Identificar, Analisar, Tratar e Controlar. Identificar significa mapear nos processos existentes as possíveis perdas e exposições em cada uma das etapas do ciclo produtivo ou de prestação de serviço. Certamente é a fase onde iniciamos um trabalho de melhor conhecimento do sistema, deixando de lado o olhar distante e partindo para um ponto de vista mais focado.

Vencida a fase de mapeamento dos processos, passamos a Analisar as exposições, identificando os pontos frágeis da cadeia, bem como dimensionando o seu risco ou potencial de perda. É importante que nessa etapa do processo de RMP haja objetividade e assertividade. O correto dimensionamento do risco e suas consequências são fundamentais para a criação de medidas preventivas, protetivas e corretivas.

A seguir começamos a Tratar as informações obtidas, ou seja, já conhecedores do processo e das suas exposições, podemos partir para o dimensionamento de medidas que, se não anularão o risco, pelo menos o mitigarão. Nesse ponto realmente temos a aplicação de uma política de Gestão de Risco, pois a partir desse instante buscamos realmente gerir, administrar, as situações de risco a que estamos expostos.

Na etapa de tratamento, políticas são revisadas, procedimentos alterados, planos de trabalho refeitos. É nesse instante que o stress do processo de RMP atinge seu clímax, pois todos são instados a mudar o seu “modus operandi”, a sair da sua zona de conforto, e esse nunca é um tempo de calmaria. Com as mudanças implantadas passamos a Controlar tais alterações, verificando se as mesmas produzem os resultados esperados. Isso consiste em um acompanhamento do processo durante um dado período de tempo, verificando, estatisticamente, a efetividade das ações propostas.

Com a constatação de melhorias no processo, pode-se dar início a um novo clico de RMP, visando a lapidação dessas políticas e procedimentos, criando um ciclo virtuoso de evolução, fundamento básico da filosofia Kaizen. Mas quais são as vantagens práticas de um processo de RMP? Esse é um ponto que discutirei em meu próximo artigo.

Escrito por Rodrigo Cardona
cardona.rodrigo@gmail.com

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