Prevenção na gestão de frotas
14 de junho de 2017
Cuidado com a marcha ré na “wanderléia”
17 de julho de 2017
Ver todos

Introduçāo a riscos contábeis

Sempre tive o desejo de escrever sobre riscos contábeis, não apenas aquele que impacta o cliente de um escritório, mas em um âmbito maior, podendo ser visto ou entendido de diversos prismas.

O começo

Como todo início de um negócio, a contabilidade também precisa de um planejamento adequado, para que tenha a máxima eficiência e digo, não apenas a eficiência operacional, mas também a eficiência tributária, que em minha opinião é a mais dolorida, uma vez que não há contrapartida do dinheiro pago.

Neste caso o contador precisa dominar os três modelos de tributação atual, quais sejam:

  • Simples Nacional
  • Lucro Presumido
  • Lucro Real

A escolha errada poderá acarretar “1” ano de tributação indevida e um dinheiro que não voltará.

Para determinação citada acima, a dificuldade esbarra já na escolha dos códigos de atividade, uma vez que, as alíquotas incidentes podem estar atreladas a eles.

Já no dia-a-dia

Após determinar a escolha mais adequada do código de atividade, vulgo CNAE, determinar o melhor modelo de tributação, ainda há a necessidade diária de acompanhamento da legislação, que pode impactar a qualquer momento o dia-a-dia da empresa. Um entendimento tardio da mudança da legislação pode trazer transtornos para empresa frente ao fisco (Recolhimento indevido de algum tributo), aos seus clientes (Nota fiscal emitida com uma alíquota indevida) e fornecedores (Retenção de imposto indevida). Afinal nem o Simples Nacional é simples, uma vez que pode haver retenções de impostos, INSS fora da alíquota, diversos anexos, entre outras complexidades.

Para exemplificar o grau de dificuldade de acompanhamento, cito a seguir algumas siglas que fazem parte desse dia-a-dia: CNAE, DAS, DARF, DEFIS, SPED Contribuições (PIS/COFINS), SPED Fiscal (ICMS/IPI), ECF, ECD, ST, CST, CFOP, NCM, GARE, GNRE, ISS, INSS, FGTS, FAT, RAT, E-Financeira, IR, CS, DSUP, MEI, EPP e mais uma série imensa de siglas que existem para confundir o contribuinte e onerar toda a cadeia produtiva, onde um erro qualquer pode assumir proporções estratosféricas, levando empresas a falência.

Experimente vender seu produto para o estado de Mato Grosso do Sul e depois envie seu comentário da experiência para nós…

Em síntese, hoje é imprescindível que o contador tenha um seguro de responsabilidade civil que dê segurança aos seus clientes, uma vez que é praticamente impossível acompanhar a sopa de letrinhas citada nesse texto.

Fábio Henrique atua como consultor de empresas a mais de 25 anos, além de ser sócio-diretor de dois escritórios contábeis e lecionar aulas de contabilidade financeira como professor auxiliar no Insper e contabilidade atuarial e gerencial como professor assistente na FMU.

Caso tenha interesse em algum tema específico de risco contábil envie sugestão para nós.

Obrigado,
Fabio Henrique Souza
fabio@ottiz.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *